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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

19:28

A Entidade

Eu sempre desafiei o sobrenatural e nunca vir nada de impressionante acontecer até...

Eu sou Júlio e faço parte de um grupo seleto de seguidores de satã e tenho 16 anos e outrora nunca acreditei muito nas doutrinas religiosas do mundo, o motivo pelo qual fiz parte dos seguidores de satã foi especialmente para um único objetivo que é adquirir conhecimento sobre a ciência.

"A religião luciferiana é uma religião séria, os praticantes têm como base figurativa o próprio Lúcifer e dividem-se desta forma: luciferianismo tradicional ou teístas: vendo Lúcifer como um ser físico".

"Luciferianismo simbólico ou agnóstico:crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento".

***
Eu achava o máximo aprender com os mais sábios, eu participava de todos os cultos e celebrações afim de conhecer mais afundo todos os métodos científicos que lá eram fortemente defendidos e incentivados.

Em uma noite qualquer estava eu voltado de uma celebração e me vi sendo acompanhado por alguns membros da organização, eram seis no total, como é de costume todos estávamos usando capas vermelhas e isso dificultava ainda mais o reconhecimento, um dos membros gritava o meu nome:

– Júlio? – Eu paro e olho para traz com certa desconfiança – Quem é você?

– Eu sou Isaque e esses são meus amigos, nós estávamos procurando um sétimo membro para fazer um ritual, vimos você passando e decidimos pedir sua permissão, poderia nos ajudar?

– Vocês sabem que eu não acredito muito nessas coisas de magia, eu só me interesso pelo ramo cientifica na qual a igreja me proporciona.
– Tudo bem Júlio, não é necessário acreditar só nos acompanhe.

Eu fiquei meio inseguro com esta abordagem de Isaque e um pouco perplexo, já passava das 2h:00 e a noite ecoava as trevas cresciam conforme as horas foram passando, uma noite perfeita por sinal, eu não queria recusar e estava bastante curioso para ver o que ia dá... então eu disse – Tudo bem Isaque, vou ajudar vocês.

Isaque sorriu – Júlio precisamos ir a um cemitério e não podemos mais perder tempo.

Eu já acostumado a ir em cemitérios não achei estranho o pedido e simplesmente aceitei o pedido sem questionar.

Chegando ao cemitério Isaque começa a me explicar o seu objetivo – Júlio é o seguinte: chamamos você aqui para nos ajudar com um ritual, chama-se ritual de desbloqueio para ver entidades.

Olhei fixamente para os olhos de Isaque e revirei os meus, Isaque me olha e diz – Eu sei que você não acredita por isso trouxemos você para que testemunhe o poder do nosso mestre lucífer.

Eu já meio inquieto e sabia que isso não iria funcionar, aff já havia presenciado muitos fracassos, fiquei quieto e já com uma expressão tediosa continuei ouvindo Isaque.

– Júlio, existe uma serie de “bloqueios” e “travas” tanto no subconsciente como no consciente humano que impossibilitam que vejamos ou sentimos alguns fenômenos que acontecem durante os rituais que praticamos.

Com o tempo e com a evolução eles vão se extinguindo, mas quando se trata de um iniciante na magia como nós sete isto é latente e é uma barreira que devemos superar hoje.

Neste ponto interromper Isaque,
– Espere Isaque eu não vou participar desse ritual diretamente certo? Eu sei que vai falhar de novo.

– Calma Júlio, só escute! Algum tempo atrás um iniciante me pediu para tentar retirar alguns de seus “bloqueios” conscientes, para que pudesse enxergar e sentir o que acontece através de um ritual, porém naquela época eu não tinha conhecimento e agora eu o farei com a ajuda de vocês.

Eu estava desacreditado em tudo que o Isaque estava falando, eu tinha uma certeza maior que aquela baboseira toda ia falhar eu sabia disso... mas eu vi que Isaque estava determinado então ele continuou a me explicar.

– Todos aqui sabem que eu segui à risca tudo o que tinha lá nas inscrições do ritual, não comer carne vermelha, não fiz sexo, e nem esperdicei energia vital (sêmen) nesses três últimos dias, e tem mais uma coisa todos devem ficar em silêncio quando eu estiver pronunciando as palavras do ritual.

Tim, Felipe, Carlos, Hugo e Maria já fizeram sua parte do ritual três dias atrás, eles só estão aqui para me observar.

Eu fiquei curioso sobre o que os outros membros ali presentes fizeram, então sem rodeios fiz a minha pergunta direta – Isaque o que eles fizeram nestes três dias atrás?

– Bom, Júlio eles esconderam os materiais que constava lá nas inscrições do ritual, lá tinha seis velas pretas, uma pemba vermelha, um litro de cachaça, e uma porção de óleo, eles esconderam tudo aqui no cemitério e é um procedimento importante para que o ritual funcione.

Tudo aquilo não era novidade para me, afinal até eu já havia feito oferendas várias vezes em favor da nossa cultura.

***

Já era exatamente 3h00 da madrugada e o Isaque iniciou o procedimento, ele pegou a pemba vermelha e desenhou um pentagrama com uma cruz invertida no meio e em cada umas das pontas da estrela ele colocou uma vela preta, depois ele pegou a garrafa de cachaça e molhou o desenho, após ter feito isto o mesmo ficou ao centro da estrela de joelhos.

Isaque então começou a pronunciar estas palavras...

– Presto louvores e honrarias a todas entidades presentes e eu venho exaltar e engrandecer todos os demônios que operam neste local, que minha voz ecoe no plano espiritual afim de que as setas que atuam neste horário e neste território sejam louvadas e engrandecidas, escutem meu clamor e em nome de satã e o do grande adversário (Deus).

Após Isaque pronunciar tais palavras o mesmo ficou em silêncio por alguns minutos.

Isaque abaixou a cabeça e começou a grunhir alguma coisa, eu não conseguir entender e os amigos de Isaque começaram a ficar com medo da situação e tentaram se aproximar, Isaque estava tendo um ataque, algum tipo de convulsão não sei.

Eu me aproximei de Isaque e toquei em suas costas e sentir o corpo dele vibrar em sinal de repulsa ao meu toque, ele estava muito quente, imediatamente eu me afastei e perguntei:

– Isaque você está bem? E alguma coisa respondeu e eu sabia que aquilo não era Isaque.

– Isaque? Hahahaha quem você está chamando meu jovem? Temos muitos nomes aqui.

Fiquei chocado com tal situação e eu tinha certeza que alguma coisa possuiu o corpo do Isaque apesar de não acreditar muito nisso, mas sabíamos que não era ele, a voz estava mudada e parecia que muitos falavam ao mesmo tempo como um coral.

Em um surto de pânico os amigos de Isaque começaram a correr dentro do cemitério desesperadamente.

A coisa começou a rir, e era bem rápido, a velocidade por sinal era sobre humana, ele segurou o pescoço do Tim e jogou a cabeça dele contra a primeira lápide que este monstro viu, no mesmo instante a cabeça do Tim estourou por causa da tamanha força. Eu fiquei horrorizado com aquela cena e cair de joelhos no chão...

O próximo foi Felipe e Maria, eles tinham se escondido dentro de um mausoléu, aquela criatura estava ainda mais implacável, rompeu a grade do mausoléu com muita facilidade e entrou, eu só conseguir ouvir os gritos dos dois lá dentro.

Eu ainda estava estarrecido com a situação que eu mesmo me encontrava, não tinha ideia que a invocação do sobrenatural podia realmente dá certo, e agora eu sabia que “Tudo” era verdade, porém não sei se vou sair vivo para lembrar.

Carlos e Hugo foram os próximos eles já estavam perto do muro, a criatura saiu de dentro do mausoléu com risos, parecia que eram muitos rindo ao mesmo tempo, então a criatura correu numa velocidade incrível em direção aos dois, aquela coisa agarrou a cabeça daqueles pobres rapazes e esfregou ambas na parede sem demonstrar nenhuma recusa.

Eu sabia que eu era o próximo, a criatura veio em minha direção com passos serenos e com o traje todo ensanguentados, eu estava parado olhando para a criatura com os pensamentos confusos e o meu corpo estava tremendo prevendo o pior.

Aquela coisa veio em minha direção e se ajoelhou também encostando seus lábios no meu ouvido esquerdo e dizendo:

– Agora você sabe não é Júlio, nós existimos e vamos sempre existir, nosso mestre nos mandou aqui para pegar todos vocês.

Quer saber nosso nome? Ah é você não está em condições de falar conosco, mesmo assim vou dizer, nosso nome é “Legião”.

Senti meu corpo frio ao toque daquela coisa, mas eu sabia o que estava por vir, no meu tórax sentir um aperto, eu não sentia dor, tudo estava ficando frio e notei que a criatura se afastava de me com algum em suas mãos que se mexia, então a coisa disse:

– Meu mestre reivindica suas almas hoje!

Neste instante entendi o que ele estava segurando naquele momento, e era o meu coração.

Autor: Thayy Pantrigo

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

18:47

O Assassino da Vizinhança

Eu estou com medo, muito medo, a polícia está na minha casa. Há alguns meses vem acontecendo coisas estranhas na rua onde eu moro.
Tudo começou há algumas semanas, a nossa rua fica localizada na periferia da cidade, e a minha casa fica no final da rua, praticamente a última casa. A convivência entre a vizinhança era aceitável, todos se conheciam, todos se falavam, nossos filhos brincavam juntos todos os dias com todas as crianças desse lugar, existia apenas uma pessoa que odiava todo mundo. O senhor Bhaal, ele nunca foi um bom vizinho, ninguém o conhecia direito pelo fato dele quase nunca sair de sua casa, ele era o típico vizinho rabugento, tinha em volta de cinquenta anos, sem cabelo algum, e vivia brigando e usando o fato de ter servido ao exército como desculpa para conseguir respeito impondo medo às pessoas, não gostava de música alta, não gostava de ver as crianças brincando em frente a sua casa, não gostava de ninguém, mas, apensar das desavenças que todos tinham com ele, a vizinhança continuava sendo um lugar agradável de viver, até que tudo começou. Era o aniversário de Ector, filho dos Whispers, não éramos muito amigos, mas era tradição todos da rua serem convidados, inclusive o velho Bhaal, embora todos nós soubéssemos que ele nunca iria, as crianças brincavam enquanto nós, os pais, conversávamos sobre política e outros assuntos do dia-a-dia. – O Senhor Bhaal está vindo. Foi o que uma das crianças gritou, ficamos pasmos e ao mesmo tempo felizes por ver que o velho deixou o orgulho de lado e estava vindo se juntar a nós, terrível engano. O velho chegou junto a mesa de bebidas, pegou um copo cheio de refrigerante e sem falar nada com ninguém foi até o som e derramou a bebida sobre os cabos do aparelho.

-Mas que merda! Gritou Rafael, pai de Ector e anfitrião da festa. O velho não falou nada, e mesmo com os berros do homem que estava bravo por ele ter acabado com a festa de seu filho, ele continuava andando em direção a calçada, o jovem Ector parou em frente ao velho e perguntou o porquê de ele ter feito aquilo, até que aquele velho fez algo que irritou todos os pais que estavam assim, se tornando ainda mais odiado por todos a partir do momento em que ele encostou sua mão no rosto do garoto, o dando um tapa em sua boca. Rafael, eu e todos os outros partimos para cima do velho, e a confusão havia começado, não demorou muito para a polícia chegar, o velho foi preso, mas antes disso, pela primeira vez, nós o vimos abrir a boca. –Vocês vão todos pagar pelo que fizeram seus porcos! Nós, passamos aquela noite na cadeia, ganhamos a liberdade na manhã seguinte, enquanto o velho ficou lá, ele voltou para sua casa, dois dias depois.

Após aquele dia, mesmo com o conflito tendo sido resolvido, ninguém daquela rua falava de mais nada além daquela confusão, enquanto ao velho, ele não dava mais as caras, nem ao menos ligava as luzes de sua casa a noite, era algo muito estranho, mas esse não foi o verdadeiro problema, tudo começou de verdade quando o ataque aconteceu na casa dos Whispers, a casa deles era a primeira da rua, todos foram acordados no meio da noite pelas chamas que consumiram a casa deles durante a madrugada, vimos a casa de um dos nossos vizinhos tomada pelo fogo, todos nós ficamos assustados. Os bombeiros apagaram o fogo, eles disseram que todos ali haviam morrido carbonizados pelo fogo, a autopsia definiu o incêndio como acidental, e o caso foi deixado de lado, mas nós sabíamos que não foi um mero acidente, mas sabíamos que por mais que odiássemos o velho Bhaal, não poderíamos acusa-lo de algo assim, pelo menos não até aquele momento.




Exatamente duas semanas depois a casa dos Smith também foi atacada, eles se prepararam um dia antes para dar uma festa, pois a Ellen estava gravida, na noite seguinte a festa, os corpos dos dois foram encontrados mortos no próprio quarto, Ellen estava com a barriga aberta e suas tripas de fora enquanto Tom havia se enforcado no centro do quarto, pendurado ao ventilador de teto, a autopsia novamente declarou que o homem havia matado a mulher, pois havia digitais dele no corpo dela e logo após, se matado como meio de fugir da merda que fez. Poderia mesmo ser apenas coincidência? Dois ocorridos trágicos assim? Afinal, é como eu disse, todos ali tinham uma boa vida embora morássemos na periferia. O caso piorou assim que a casa de Thomas foi atacada, um jovem de 19 anos que fazia faculdade de Administração e vinha morando de aluguel ali durante 3 anos, apesar de ocupado ele tinha um bom relacionamento com todos nós. Thomas foi encontrado morto em seu banheiro, pelo que haviam falado, ele havia escorregado e batido a cabeça. Dois casos de morte pode ser coincidência, mas três, não poderíamos mais aceitar isso.

Todos nós se reunimos com os policiais, falamos do incidente acontecido com o velho Bhaal, e por mais que as mortes tenham sido justificadas, continuávamos acusando o velho, por pressão, a polícia decidiu checar a situação, nós chamamos pelo velho diversas vezes, até que não restou opção alguma, a não ser o arrombamento, entramos na casa, mas, o velho não estava, não havia sinal do velho, a casa estava suja, como se ninguém morasse mais ali. Eu não dormi após essa noite, e o pior viria a seguir, os policiais notaram que os assassinatos aconteciam em uma determinada ordem, primeiro os Whispers, a primeira casa da rua, depois os Smith, segunda casa, Thomas, terceira casa. De acordo com a lógica a casa dos Rubens era a próxima, eles decidiram sair da cidade até que tudo se resolvesse, foi o que fizeram, ou o que acharam que fariam, havia acontecido um acidente, na rodovia que levava para fora da cidade, o carro deles havia colidido com um caminhão, os freio foram cortados, e mais uma família havia sido assassinada, os Rubens moravam do meu lado, na lógica, eu seria o próximo.




Os policiais vem com frequência até aqui e rondam a vizinhança durante toda a madrugada, já fazem 3 semanas. Recebi a visita do delegado e de um investigador, a situação estava fora do controle, eles estão aqui agora, na sala de estar, conosco, tentando nos acalmar, mas isso não vai acontecer até que eles saiam daqui, afinal eu preciso alimentar o velho no meu porão, ele está a dois dias sem comer, além do mais, ainda falta o outro lado da rua.


Autoria: Thayy Pantrigo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

14:51

ERA SÓ UMA CRIANÇA




Sou uma criança de apenas 9 anos, e desde quando tinha 3 anos meus pais me batem,(pelo menos eu só me lembro a partir dos 3 anos). Eu não sei ao certo o porque disso, eles apenas me batem e me batem dia após dia, eles sempre gostam de testar seus "brinquedos".


Lembro quando a mamãe veio toda empolgada com uma cerra e ela queira ver até onde podia cerrar sem amputar minha perna, antes dela realizar todas suas sessões ela sempre dizia "bons sonhos filhinha", fui para o hospital e meus pais deram a desculpa de que um cachorro me mordeu.
Lembro quando o papai começou a brincar com fogo e eu parei com queimaduras de 3 grau no hospital, apenas para ele ver até onde o fogo queima sem causar dano permanente em minha pele.

Também lembro quando eu tinha 7 anos e ganhei um cachorrinho e comecei a brincar com ele também, tinha dias que eu arrancava uma unha, um dente, um...OLHO, bem eu me diverti enquanto ele durou.
Também me lembro quando eu estava brincando com a filha da vizinha e ela tinha uma boneca que eu queria tanto, eu a chamei para dentro de casa e comecei a tortura la na "sala especial" dos meus pais, foi a primeira vez que eu toquei em um ser humano, todos aqueles órgãos e aquele sangue, ahhh,.. O sangue, era tão bom quando ele jorrava em mim seguido de gritos de dor pela pobre menina, no final eu nem queria a boneca, eu já tinha me divertido tanto que tava até cansada.

Quando meus pais chegaram em casa eles demonstraram ódio, "COMO VOCÊ MATOU ELA? NÃO SABE QUE SE MATAR VOCÊ PODE SER PRESA?" Então me mandaram ir pro meu quarto, pensei que eles ficariam felizes pelo meu progresso, aliás, filho de peixe peixinho é não é mesmo?
Eu lembro que nem estava com medo de apanhar ou ser torturada novamente, era algo tão normal, perdeu a graça sabe?
Lembro dos passos vindo em minhas direção "vou ver o quanto você aguenta de dor antes de cair morta, eu desisto de você, não sei onde errei".
Me lembro do meu pai chegando perto de mim para me amordaçar, mas também lembro dá chave de fenda que eu tinha pego pouco antes de subir pro quarto, chave de fenda que agora se encontrava no pescoço dele, "NÃO É BOM PAPAI? COMO SE SENTE AGORA?FOI BRINCAR COMIGO MAS AGORA CHEGA, EU QUERO BRINCAR COM VOCÊ".


AGORA, pego a chave de fenda e meu pai já cai sem vida, minha mãe chega, mas antes dela ver algo eu enfio em sua garganta e eu falo, bons sonhos mamãe e ela cai.

Bem não tenho muito o que fazer, como sou criança ninguém desconfiaria de mim, então encontro alguém na rua e falo que meus pais estavam no chão mortos, quando ele entra no quarto eu o mato e ponho a arma na sua mão, pronto o assassino, e duas vítimas, o que eu tenho que fazer é ligar para policia e fingir choro até eles chegarem, e se notarem alguma coisa, tem alguns brinquedos que restaram no quarto dos meus pais, gostaria que isso servisse de lição para que as pessoas nunca..., NUNCA..., machuquem uma criança.


Enviado por: Thayy Pantrigo





14:34

O CIRURGIÃO

 Em todos meus 15 anos de medicina sempre tive interesse no corpo humano, sou cirurgião para ser exato, e é incrível como ele sobrevive a algumas situações.
 Sempre amei meu trabalho, pensei que era por que eu salvava pessoas, transplantar órgãos, cirurgias, entre outras coisas, mas com o tempo eu vi que não era aquilo, eu me admirava com a situação que o corpo vinha e que depois o corpo saia, obvio que nem todos sobreviviam, mas o que mais me chocava era que pessoas que chegavam piores que outras sobreviviam ou demonstravam estarem melhores. Seria a faixa etária? Seria sua genética? Bem só tem uma forma de descobrir não e mesmo?

  Cheguei em casa, sou separado mas meu filho de 16 anos vive comigo, filho venha aqui, o chamei. -- Que foi pai?" Ele sempre gostou do meu trabalho e me admirava muito, então fiz uma pergunta que já sabia a resposta. Quer me ajudar com uns experimentos? Antes de terminar ele responde com ênfase "SIM" perfeito, ele se vira e eu o desmaio, ele acorda em uma mesa completamente amarrado.

"Pai o que o senhor esta fazendo?" Eu? Nada, você esta me ajudando a fazer um experimento, então pego meu bisturi e vou o abrindo, interessante, ele nunca teve lesões ou problemas, continuei e pensei, será quanto tempo ele sobreviveria com seu sangue saindo? Abri uma enorme ferida no seu corpo e esperei, esperei, quando o vi quase morrendo.
Falei,. já? Você é jovem, esperava mais que decepção.

 Bem meu filho esta morto mas agora tenho uma ideia do quanto um adolescente saudável consegue resistir a uma hemorragia, bem ainda tenho curiosidade, o quanto alguém aguenta queimado? Quanto tempo leva para alguém morrer após varias seções de tortura? Bem só existe uma maneira de descobrir isso não é mesmo?


Enviado por: Thayy Pantrigo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

16:52

Minha Morte


 Estou perdida sem saber o que fazer, o que aconteceu comigo, eu não entendo,

estou andando a horas, a dias, meses, anos eu não sei, não me lembro de muita coisa eu tenho que me lembrar o ocorrido, mas como se nem sei quem sou.

Preciso voltar ao passado e rever minha história para conhecer o meu eu. Tudo que me lembro é de uma linda casa e de um casal,eu preciso me lembrar.
Alguém está vindo talvez possa me ajudar. 

-Você, hei você aí,está me ouvindo.
Estranho ela nem olhou para mim. Por que?
Esta vindo outro.
- Por favor pode me ajudar......por favor olhe para mim, porque você me ignora.
- Eles não podem te ver e nem te ouvir.
- Que....quem é você? Você pode me ouviu,pode me ver,então pode me ajudar.
- Sim e não.
- Como assim,eu não estou entendendo o que está acontecendo, e não entendo o que você quis dizer.
- Você precisa voltar no passado para poder entender o que aconteceu com você, só assim poderá ter paz e perdoar as pessoas que fizeram mal a você, assim acabará com o ódio e o rancor que sente.
- Mal, pessoas, o que quer dizer com isso, voltar ao passado e....e perdoar .....perdoar o que. ...quem.
- Isso só você saberá descobrir. 

Neste momento ele sumiu num piscar de olhos, fiquei parada olhando sem intender. Mas tenho que achar minha identidade, saber quem eu sou.
Mas por onde começar,nem ao menos sei onde estou se ao menos soubesse por onde começar tudo. ..... isso é só achar um mapa. Mas estou andando a horas e não avistei nada ainda.
Vou seguir mais um pouco quem sabe acho algo, ali uma placa de ..........GOIÁS à 68 km , Goiás, Goiás espere eu sou do interior de Goiás,eu morava em um sítio com meus pais.
Aquele sítio, estou me lembrando eu era filha adotiva deles. Ei como vim parar aqui, a pouco estava parada em frente uma placa. Este lugar eu conheço este lugar...como .....tudo está ficando mais claro agora.
Meus pais estavam brigando,minha mãe descobriu uma traição de meu pai,eu estava ouvindo a discussão quando, meu pai empurrou minha mãe.

- Nããããooooo...... eu grito ao ver a cena de minha mãe caindo e batendo violentamente a cabeça na quina do fogão.


 Vi o sangue escorrer pelo chão da cozinha,quando a vizinha chegou e abraçou meu pai que estava eufórico com o que aconteceu e ela feliz pelo desfecho do ocorrido.
Neste momento ela me viu e disse algo no ouvido de meu pai, que se virou para mim e sorriu.
 Ele saiu e voltou alguns minutos depois, eu fiquei ali parada sem reação, olhando o corpo de minha mãe no chão frio da cozinha.
Meu pai chega à cozinha e me pega pelo braço e me leva para fora,neste momento me lembrei que ele e sua amante me enforcam no quintal.
Eu me vi debatendo e os dois me olhando entre trocas de carinho e de risos. Aquele homem estava errado eu nunca perdoarei o que fizeram a mim e a minha mãe.
Hoje vivo perambulando pelo mundo, fazendo minha própria justiça; depois que fiz meu pai matar sua amante com golpes de faca e fazer ele se jogar a frente de um trem. 



Não tem perdão o que fizeram comigo e não tem perdão o que faço hoje .....Hoje me vingo de todos aqueles que traem.

Antes de trair pense em mim eu ainda posso voltar ........

Enviado por: Thayy Pantrigo

15:32

Jason o fabricante de brinquedos

Não tenho muitas lembranças do meu passado. O rosto dos meus verdadeiros pais estava desfocado na minha mente. Eu tinha apenas alguns flashes da minha infância, nomes sem rostos e escuridão total.
Aos nove anos de idade algo aconteceu comigo. O trauma foi tão grande que me fez querer esquecer a maior parte da minha vida, felizmente ou não, eu esqueci. Minha única lembrança vívida, porém, muito nebulosa está relacionado a quem devia ser meu melhor amigo antes do trauma. Era uma imagem dele ainda borrada na minha mente, de fundo uma risada junto com a melodia de uma caixinha de música. Se eu forçar bem, ainda podia ver seus olhos castanhos e cabelos mogno escuro. Lembrei-me de seu sorriso amigável, mas nada mais. O resto desapareceu na escuridão.

Sem ninguém saber do meu passado, eu fui levado à um orfanato. Impressionantemente fui adotado. Madalena e Steven me trouxeram de volta a sensação e calor de ter uma família, era um sentimento que eu também havia esquecido.


Minha amnesia me levou à testes e exames psicológicos, semana após semana, mês após mês e ano após ano. Até que lentamente começaram a acreditar que era um caso irreversível. Por um lado, eu queria saber o que aconteceu comigo, mas por outro, uma estranha sensação de angustia me fazia acreditar que era melhor eu não querer saber o que aconteceu.

Obviamente isso trouxe consequências para mim. Era uma sensação de ser perseguido por algo.
Especialistas disseram que nasci com um material genético no DNA que está relacionado a uma memória especial que foi continuamente estimulada. Não se sabe a causa nem o que realmente é apesar dos meus esforços eu mão conseguia me concentrar no que foi armazenado e esquecido nessa memória.

Eu me sentia como se estivesse sendo vigiado constantemente, mas não por pessoas, me sentia vigiado pelos brinquedos no meu quarto. Era estupido eu sei, no início eles eram apenas brinquedos, mas uma vez e outra, grandes olhos redondos olhavam para mim. Desde que eu era pequeno eu sempre pensei que os brinquedos de pelúcia do meu quarto estivessem vivos e muitas vezes eu tentava provar. Eu olhava por um instante para fora do meu quarto entre a porta, depois voltava meus olhos para onde estava minha atenção e quando meus olhos passavam por um relance eu tinha a impressão de ver os olhos piscarem.

Se brinquedos eram uma das minhas poucas lembranças que me fazia sorrir, as coisas mudaram. Uma vez e outra, brinquedos olhavam para mim, quase parecia que estavam testando minha sanidade e eu não aguentava mais. A ideia de estar ficando louco preenchia minha cabeça. As vezes parecia que eles se moviam, virando seus rostos para mim e outras vezes faziam barulhos no meu quarto. Não podia ser verdade, era impossível. Porque esses pensamentos me assombram?

Porque eu odeio tanto brinquedos? Então, porque não me livrar deles? Eles poderiam ser doados a outras crianças ou simplesmente poderia joga-los fora.
Um dia eu tentei, eu realmente tentei, mas quando tomei um deles nos braços, fui preso a um forte sentimento de ansiedade obscura.

Eu sempre acabava trazendo-os de volta para seus lugares na estante, na minha cama ou nas prateleiras, então eu comecei a tomar tranquilizantes.
Havia apenas um brinquedo que eu levava comigo à noite, apesar da minha idade, eu não conseguia me separar dele. Eu sentia um calor familiar que devia ter começado antes da minha amnesia.
Eu o encontrei em meu armário no orfanato e desde então nos tornamos inseparáveis. Era o Sr. Coelho, ele tem orelhas flexíveis, de um lado era vermelho e do outro, cor de caramelo. Ele usava um colete preto com duas mangas longas que se arrastava até os pés e tinha elegantes pontos em cada borda do tecido. Seu pequeno olho esquerdo foi costurado com um tampão feito a partir de um botão preto de camisa. Era divertido, mas parecia ser o único brinquedo inofensivo. Devido a paranoia com os outros brinquedos, eu voltei a dormir junto com o Sr. Coelho. Eu acreditava que ele poderia me proteger.

Naquela noite eu deixei ele escapar dos meus braços para debaixo da coberta, escapei do meu sono instantaneamente e minhas antigas paredes rangeram.
Eu estava parado no escuro, incapaz de me mover ou entender como fui parar lá, rodeado apenas por um agudo silêncio. Algo viscoso agarrou meu pulso e apertou com tanta força que a dor percorreu por todo meu corpo. Um conjunto de unhas pontudas como agulhas lentamente começou a penetrar minha carne. Eu o via cortando minha pele e me fazendo sangrar. Eu gritava e chorava, mas a risada cobria o som dos meus apelos desesperados.

- ELA PERTENCE A MIM - Uma voz sussurrou. Dentro desse abismo de escuridão, dois olhos verdes brilhantes apareceram diante de mim apenas alguns centímetros do meu rosto.

- VOCÊ É APENAS UM IMPECILIO PARA MIM! HAHAHAHA – Aquilo começou a gargalhar da minha dor enquanto eu era perfurado por unhas que mais pareciam agulhas ou facas.



Ele me furou e mexia com ferramentas enferrujadas dentro de minha carne, ele dizia que estava ali para me consertar. Notei uma porta aberta, era a única coisa que podia fazer distinguir na escuridão. Meus olhos estavam embaçados pela dor, mas pude notar algumas pessoas que na verdade pereciam muito menores. Eu vi que eles não eram pessoas reais. Eram brinquedos de pessoas e bonecos, nesse momento eu senti uma forte sensação de náusea tomando conta de mim apenas por olhar para eles. Algo neles fez meu estomago se revirar, eu sentia como se aqueles bonecos já tivessem sidos pessoas reais.



- ELA PERTENCE A MIM.

Com isso eu acordei, meus olhos estavam bem abertos e meus batimentos cardíacos estavam tão acelerados que eu podia senti-los batendo na minha garganta. Com dificuldade para respirar eu me sentei na cama e esfreguei os olhos e notei que estava suando. Deixei meu coelho cair no chão de cabeça para baixo, me abaixei para pega-lo e colocá-lo de volta na cama. Minha respiração voltava ao normal, mas a imagem daquelas unhas pontudas, todo aquele sangue e aqueles brinquedos assustadores foram incluídas na minha mente.

Eu nunca tive um pesadelo daquele antes. As sensações foram terrivelmente reais. Eu ainda podia sentir aquelas garras fazendo buracos na minha carne, mas eu estava tranquilo por estar acordado. A porta rangeu e minha mãe entrou pelo quarto, assim que ela viu meu rosto exausto seu sorriso desapareceu.

-Querido? Você está bem?
- Sim mãe, foi só um pesadelo. Agora estou bem.
-Ok, Deise veio te visitar e está te esperando na sala.

Com isso eu sai da cama, eu estava acabado e eu não queria que minha melhor amiga me visse assim. No espaço de alguns minutos eu sai do meu quarto pronto. Na minha pressa eu estava sem folego.

-Finalmente! – Disse Deise sorrindo.

Eu conheci Deise na escola e desde então nos tornamos inseparáveis. Ela era uma pessoa muito generosa e bem-vinda na família. Meus pais apreciam suas boas maneiras, mas o que eu amava nela era uma atitude em particular, ela nunca me perguntou nada sobre meu passado. Eu tive a oportunidade de falar da minha amnesia com confiança.

O dia estava agradável e ensolarado, portando ficamos debaixo de uma árvore no jardim. Conversávamos lá enquanto a árvore nos servia de abrigo contra o sol. Eu levei alguns lápis de cor e folhas para passarmos o tempo. Deise logo cansou de desenhar e foi colher algumas margaridas para coloca-las em suas tranças loiras enquanto resmungava algo sobre Luisa, uma menina que se achava o centro das atenções. Enquanto ela falava eu ficava desenhando sem tirar os olhos do papel.

- Quem é esse? Ela me perguntou ao ver meu desenho. Era como se eu estivesse em um estado de transe naquele momento, eu falhei minhas pálpebras contra o papel e me senti bastante confuso ao ver repetidas vezes o mesmo desenho.

- Eu não sei;
Eu não tinha ideia de quem ele era. A imagem mais nítida mostrava a imagem de um homem vestindo um colete preto com um casaco extravagante e volumoso nos ombros. Tinha um sorriso bonito e feliz e dois olhos amarelos que estavam um pouco cobertos por sua franja. Ele usava roupas escuras e na mão segurava uma caixa azul, semelhante a uma caixinha de música.
- Acho que devo ter visto em algum desenho.
- Ah, entendi. Vou comprar um sorvete – Disse Deise, mudando logo de assunto nossa conversa, aparentemente não muito interessada.

Naquela mesma noite tive outro pesadelo e esse era pior que o último. Sonhei com a figura escura novamente, que me torturava brutalmente e repetia a mesma frase outra e outra vez.

- ELA PERTENCE A MIM.

Acordei as duas da manhã com minha respiração ofegante. Eu me virei no sentido contra a parede, coloquei as mãos no meu rosto e respirei fundo.

- Foi só um sonho, foi só um sonho – Eu sussurrei. Então eu olhei para o Sr. Coelho ao meu lado. Ele estava olhando diretamente para mim com os olhos negros e de raiva, eu me assustei e o joguei no chão. Desde que comecei a dormir com essa coisa, meus sonhos se tornaram pesadelos. Me virei para descansar as pernas e em seguida senti algo tocar meus pés.


Ergui os olhos e notei um brinquedo sobre minha cama. Um brinquedo que eu nunca tinha visto antes na vida. No começo eu estava congelado no meu lugar, tudo que podia fazer era olhar para ela. Não entendi como ela foi aparecer lá. Minha mente começou a pensar sobre meus verdadeiros pais terem deixado esse brinquedo de presente. Talvez eu não gostasse tanto assim desses brinquedos, para dizer a verdade a presença deles me incomodava.


Essa era uma boneca peculiar de cera, em uma de suas pernas havia uma corrente presa a uma bola pequena, mas pesada, como se fosse para evitar que a boneca fugisse. Ela tinha um cocar de margaridas em seus cabelos, usava um vestido branco de renda bordado com fita amarrada em torno da cintura. Seus braços eram longos e tinham dedos longos de forma que não era normal para uma boneca. O que mais me chamou a atenção era uma rosa que ela tinha no meio da boca como se ela tivesse sido silenciada.

Olhei mais de perto examinando sob o luar, eu toquei seu rosto e percebi que havia algo de errado, me ajoelhei e tentei olhar ainda mais de perto, então eu ouvi algo. Uma espécie de som fraco... parecia como um... apito... eu senti uma pulsação, vinha do brinquedo!

Eu gritei e me levantei aterrorizado derrubando ela no chão, eu tremia violentamente e fui ao canto da
parede gritando por meus pais. Então de repente, tudo se tornou surreal.

A parede ao lado tinha o quadro que começou a tremer, a parede ganhou relevo como se houvesse bolhas entre a tinta e o cimento. Gradualmente as fissuras apareceram e aumentaram em número. O quadro na parede caiu no chão revelando uma porta atrás dela. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo, essas coisas só acontecem em livros ou em nossa imaginação, mas para minha surpresa eu sentia que algo estava vindo daquela porta. Então via as mesmas mãos negras e pontiagudas que eu presenciava em meus pesadelos.

- Você não gostou da visita de Deise? – Disse a criatura na porta – Eu não gostei disso, sabe? Ela chorou muito.

Deise? Como assim? Olhei em volta, confuso, procurando a presença da minha amiga que obviamente não estava lá. No final, meus olhos observavam a boneca. Aquele cabelo loiro me parecia estranhamente familiar. Prendi a respiração, um pesadelo, isso só poderia ser outro pesadelo. Peguei a boneca do chão e levei até perto do meu rosto com minhas mãos trêmulas. Eu coloquei meu ouvido perto de seu peito e ouvi um som junto com o apito. Era, batimentos cardíacos!

-Deise? Deise! – Eu gritei desesperadamente. Tinha que ser um pesadelo. Algo assim não poderia estar acontecendo.

Percebi que meus pais estavam próximos ao meu quarto, eles devem ter me ouvido gritar, mas a coisa estava bloqueando a entrada. Meus pais começaram a bater fortemente na tentativa de invadir o quarto, eu estava em pânico sem saber o que fazer. Não era como nos sonhos, o monstro era real como nos pesadelos de tortura. Meu coração estava batendo tão forte que eu comecei a sentir a dor e a suar frio e o tremor nas minhas mãos estavam difícil de controlar.

O monstro continuava na porta imóvel. Na penumbra pude ver seu sorriso maligno como se estivesse esperando alguma reação minha. Tentei libertar a boneca da corrente de cera que parecia pesar toneladas para seu tamanho. Forcei, forcei e forcei enquanto o apito que vinha da boneca se tornaram mais intensos até que eu senti algo molhado sob minhas unhas. Olhei para minhas mãos e estavam cobertas de sangue. A corrente parecia fazer parte dela e os pequenos cortes que fiz na corrente não estava ajudando em nada. A boneca que supostamente era Deise estava sofrendo, seus apitos eram mais horrendos, mas sua expressão permanecia impassível a de uma boneca. Eu tremia em horror. Eu tinha que me conter e de repente a criatura pegou no meu braço.

- Nathan, você está machucando ela! – Exclamou o ser dos olhos esverdeados – O Sr. Coelho também não gostou de ser derrubado, mas eu te perdoo. Você se juntará a eles se continuar com essa malcriação;
Que diabos é vocês? – Eu tremia como um louco tentando me libertar enquanto meus pais tentavam arrombar a porta. A Expressão dessa criatura estava cheio de admiração pela minha pergunta.
- Eu sou Jason, o criador de brinquedos – Exclamou ele – Seu fiel amigo e único que realmente pode confiar!

Ouvir seu nome fez algo mover em minhas memorias, como um choque elétrico que percorreu todo meu corpo. Meu pai conseguiu quebrar a porta e acendeu a luz. Quando finalmente vi seu rosto minha mente explodiu, fazendo relembrar de todo meu passado, de todas memorias que estavam enterradas na mente.

Me lembrei do dia que encontrei ele pela primeira vez. Brinquedos floresciam de suas mãos, lembrei-me daquele sorriso agudo e sádico. Naquele dia eu o deixei muito irritado, ele esperava que eu desse mais atenção a sua arrogância, ele acreditava que merecia tudo de mim. Então ele se cansou e mostrou quem realmente era. Ele se revelou e aniquilou todas as pessoas importantes em minha vida. Ele sequestrou meus amigos para transforma-los em seus brinquedos, no início eu admirava ele por poder fazer tal coisa, eu era estupido por pensar assim. Foi inútil eu correr pela casa porque a porta azul reapareceu no meio da sala. Ele abateu meus verdadeiros pais e teve sua vingança, levando eles para longe de mim e quase me pegou também, mas consegui escapar de suas garras e corri o tanto quanto pude para longe dele mas o cheiro de sangue e carne decomposta persistia no ar.

- Foi você! – Eu estava possuído pela raiva e comecei a golpeá-lo com minha mão que estava livre dele. – Você que matou eles! Você! Eu continuei batendo nele, mas Jason continuava a sorrir, parecia que eu estava fazendo cocegas nele. Ele não tinha remorso algum por ter arruinado minha vida. Ele é um animal possessivo escondido atrás de um rosto bonito. Ele foi capaz de me dar tudo e depois arruinar minha vida. Ele era um ser maligno.
- É claro que fui eu minha esplêndida criatura! O Sr. Coelho foi um presente que eu criei pra você sempre lembrar de mim. – Ele sorriu para si mesmo. – Eu já fiz muitos, muitos brinquedos pra você com pessoas vivas, mal posso esperar para te apresentar a sua futura dona, Mareanda, mas você pode chama-la de Mandy se preferir.

De repente, algo acertou a cabeça dele mas quebrou em pedaços. Meu pai tinha um porrete de madeira, ele acertou o golpe na cabeça do monstro, mas a madeira foi quebrada. O sorriso de Jason se tornou uma careta de ódio e ele pressionou com mais força em meu pulso. Ele se virou e quando viu o rosto de Jason ele abriu os olhos arregalados e minha mãe cobriu a boca para abafar seus gritos. Meu pai não perdeu tempo em me libertar novamente. A vara quebrada no meio atingiu o rosto do Criado de brinquedos, na mesma hora puxei meu braço e consegui me libertar.

Corri junto com meus pais para fora do quarto. Rapidamente corremos para entrada, meu pai abriu a porta, mas em vez de termos a visão da frente do nosso jardim, havia um workshop do Jason.
- Nathan, eu vou lhe dar uma última chance! – Jason disse em uma voz baixa descendo as escadas – Eu vou pintar as paredes dessa casa com o sangue de todas as pessoas que você ama HAHAHAHA!
-Para cozinha, rápido! Nós corremos para a cozinha, ouvindo o riso do monstro que nos seguia.
Agora eu tinha uma assombrosa certeza que não era mais um pesadelo. O terror se apoderou de mim e o sangue de Deise em meus dedos era mais real do que qualquer coisa que já senti.

Eu me virei:
- Cadê o papai?
Minha mãe pegou uma faca e ficou mais perto de mim me segurando pelos braços.
- Steven! – Ela gritou com uma voz tremula, mas suspiramos de alivio quando vimos ele vindo da cozinha.
- Depressa antes que ele... – Assim como eu, ela olhou para o rosto pálido do meu pai. Ele caminhava lentamente com um olhar fixo no espaço e com os olhos arregalados.
De repente ele caiu no chão e atrás dele apareceu Jason com um sorriso congelado. O criador de brinquedos olhou para mim com os olhos selvagens.
- Acho que a bateria do papai acabou, deixe eu dar uma recarregada HAHAHA! – Jason revelou uma chave mecânica gigante pregada na parte de trás do meu pai, estava manchada de sangue. Ele deu corda no meu pai como se fosse seu brinquedo, a medida que ele girava a chave meu pai gritava. Na segunda girada eu comecei a gritar também, cobrindo meus ouvidos para bloquear o som dos ossos quebrando, mas eu não conseguia tirar meus olhos do corpo dele se contorcendo como uma cobra agonizado em dor.
- Vai embora! Deixe meu filho em paz! - Minha mãe me abraçou com força contra o peito e apesar do terror e as lagrimas, seu rosto parecia como uma leoa que protege seu filhote.
- Cala boca vadia! Não é com você que eu quero falar! – Resmungou o criado de brinquedos, furioso ele apontou sua garra branca – Vem comigo meu velho amigo. Nós vamos nos divertir juntos novamente, vamos voltar com a alegria e risos de antigamente.
- Não! Você é um psicopata! Eu não quero me tornar um monstro como você e tenho certeza que ninguém mais nesse mundo quer ser amigo de um monstro. Quero que você suma da minha vida! Quero ter minha vida de volta!

Ao som de minha recusa o rosto de Jason escureceu e seus olhos brilharam em fúria. Ele entrou em delírio, se contorcia e balançava a cabeça em negação.
- Eu não entendo – Ele resmungou baixinho – Você não entende, né? – Agora ele gritou cerrando os dentes, o rosto dele era ainda mais assustador agora – Eu fui o único que estava ao seu lado enquanto seus pais preferiam trabalhar Eu fui seu fiel amigo quando ninguém mais era – ele chegou mais perto de mim – Eu te dei toda minha atenção e criei um monte de brinquedos do jeito que você queria, então você não me quis mais e me machucou! – Seus gritos eram tão altos que ecoava pelas paredes enquanto meu corpo estremeceu de terror a cada palavra. – Eu me livrei das pessoas que et machucaram, não lembra? Você me pediu isso, eu acreditei que você queria ser meu amigo para sempre, mas você preferiu esquecer de mim.

Então o rosto relaxado de antes sumiu por completo e deu lugar a um rosto de louco sádico.
- Depois de tudo que eu fiz por você, não há desculpas, há algo extremamente errado com você. Você é uma criança extremamente má. Mas não se preocupe, eu vou corrigir isso. EU VOU TE CONSERTAR POR COMPLETO!
-Q-que? – Minha voz tremia.
-Você ouviu ingrato! Eu vou te consertar porque você não está bem – ele riu – Você vai se tornar meu mais lindo brinquedo.
Minha mãe estava paralisada por Jason, de repente acordou do transe e apontou a faca para ele.
- Não se atreva a tocar um dedo no meu filho, senão eu juro que vou mata-lo.
Jason olhou para minha mãe com um olhar desafiador e lentamente se aproximou. Eu sabia que Jason não gostava de ser desafiado. A faca tremia na mão da minha mãe enquanto Jason lançava um olhar inexpressivo. Ela me empurrou para trás dela e pulou em cima dele, minha mãe esfaqueou seu coração e os olhos do monstro se arregalaram, se contorcia de dor, gritando e agitando as sobrancelhas freneticamente, minha mãe sorriu triunfantemente.
- Brincadeirinha!

Foi quando o sorriso de Jason ressurgiu, ele abriu os braços indiferentemente, sem se incomodar com a faca cravada em seu peito. Minha mãe ficou imóvel por alguns segundos, mas ela estava possuída pelo desespero e começou a esfaqueá-lo diversas vezes, tentando desesperadamente fazê-lo reagir de alguma forma. O som nauseante de carne perfurada pela faca podia ser ouvido claramente, mas Jason matinha o perfeito equilíbrio.

- Acho que já foi o suficiente – num piscar de olhos ele pegou minha mãe pelo cabelo e bateu violentamente contra o chão – Eu estaria em apuros se encostasse nele, foi isso que você tinha dito?
Eu estava ao lado de minha mãe, ajudando a se apossar de joelhos, um lado do seu rosto estava inchado. Meus olhos saltaram para o criador de brinquedos que estava à espera de uma revanche imediata, mas eu estava petrificado como uma pedra quando vi o que ele estava fazendo.

Ele desabotoou a camisa e dirigiu as unhas no próprio peito, perto das lesões que recebeu com a faca. Ele afundou suas garras em sua carne e remexia por dentro dele procurando alguma coisa. Na ferida apareceu algo se rasgando para sair, um liquido preto e espesso caiu no chão. Não era sangue, mesmo se fosse deveria estar muito apodrecido como algo que nunca vi na vida. Algo brilhou de sua caixa torácica exposta.
- Provavelmente você também se esqueceu do quanto eu me preocupo com uma ótima trilha sonora no ambiente, mas tudo bem.


Suas mãos expostas cobriam uma caixinha de música que ele retirou de dentro de si mesmo. Então ele veio, eu queria gritar, queria ajudar, mas o terror que havia testemunhado me deixou completamente paralisado para fazer qualquer outra coisa, o importante era que minha mãe me abraçou, mas levou apenas um breve momento para ele arrancar ela de mim. Ele não teve o mínimo esforço para toma-la. Com uma mão ele apertou suas garras no pescoço da minha mãe e com a outra segurou o braço dela que esfaqueou ele.
- Agora vou lhe mostrar o que acontece com quem tenta me machucar, mamãe.

Lentamente ele inclinou o braço dela na direção oposta. Ela gritou de dor, tentando se libertar, mas o criador de brinquedos tem uma força enorme que ele poderia quebrar os ossos dela para fora se quisesse, mas ele não queria isso, ele queria ver ela chorando de dor. As unhas afiadas começaram a penetrar a carne no pescoço na minha mãe, ela não ia conseguir se livrar dele nesse ponto, ela estava perdendo sangue e morreria em alguns segundos.

- Ok tudo bem! Eu vou com você! Mas pare! - Eu gritei com toda a força que me sobrou.
Jason olhou por cima com um olhar sério. Minha mãe estava ficando mais pálida devido a dor e a perda de sangue. Ela precisava da minha ajuda, mas não havia nada que eu pudesse fazer a não ser me entregar o criador de brinquedos.
- Eu vou com você, mas deixe minha mãe – Eu disse com uma voz trêmula – Afinal, nós somos amigos, certo? – Eu tentei fazer um sorriso convincente, mesmo que estivesse tremendo da cabeça aos pés e com os olhos cheios de lagrimas, Jason sorriu. Ele estava satisfeito e feliz pela sua vitória.
- Excelente escolha, Nathan. – Naquela hora, os braços voltaram a cor habitual, suas feridas foram curadas em poucos segundos e ele tomou sua aparência amigável habitual. Seu rosto voltou ao normal, mas eu sabia o monstro que estava escondido por trás daqueles olhos cor de âmbar.

Parece que Jason aceitou minha renúncia, mas antes de soltar minha mãe, ele tirou do bolso um pequeno rato vermelho. Era sem dúvida mais um de seus brinquedos, daqueles de chave de giramento, ele deu corda no brinquedo, agarrou a mandíbula da minha mãe e colocou o brinquedo dentro de sua boca.
- O que foi? O rato comeu sua língua? HAHAHA – Ele gargalhou para longe de si mesmo. Por um momento eu vi os olhos da minha mãe em amplo desespero querendo gritar, mas tampada pela mão de Jason.

Vi uma luz e em seguida... uma explosão.

Ela caiu de joelhos, queixo, nariz e olhos se tornaram apenas uma poupa de carne onde antes era seu rosto. Ela caiu no chão. Sangue saia do seu corpo manchando todo o chão. Sangue e pedaços de carne dela respingou no meu rosto, eu estava paralisado olhando e não acreditando que aquilo aconteceu com minha mãe. Jason não parava de rir.
-P-por que você fez isso?
A esmagadora sombra do criado de brinquedos me cobriu e ele se inclinou para mim, seu rosto foi marcado por uma rachadura causada pela explosão.
- Porque agora nós não somos mais amigos, você é um pedaço de merda insignificante para mim. E agora eu sou seu criador.

Então ele me agarrou pelo braço e me puxou para ele.

- AGORA EU VOU TE CONSERTAR... POR... COMPLETO!

Enviado por: Kauan Romeu
02:25

Não tenha Medo

Sarah dormia confortavelmente em sua cama, seus sonhos estavam felizes, ela tinha um sorriso no rosto, ela estava deitada confortavelmente em sua cama e tudo o que ela lembra, era um trovão alto à acordando. Ela se assusta com o som alto do trovão e abraça seu pequeno urso de pelúcia, ela se sente observada. Seu quarto um ambiente um tanto quanto calmo, um quarto não no formato quadrado ou retangular, mas um paralelepípedo deixando alguns cantos mais escuros do que outros.

Sarah olha para seu quarto, nessa hora tudo fica assustador, suas bonecas na estante logo a frente aparentavam ter um aspecto macabro, elas estavam apenas observando Sarah com seus olhos esbugalhados, Sarah abraça seu ursinho com força, ela tem medo, mas quer ser corajosa, ela continua olhando ao redor, ela continua se sentindo observada. Finalmente ela observa um dos cantos escuros do quarto, estava muito escuro, mas forçando seus olhos Sarah consegue distinguir uma forma. Ao distinguir aquela estranha forma que aparentava ser um homem, coincidentemente a chuva finalmente, em meio a raios e trovões, começa a cair. Sarah quer ser corajosa, ela se levanta e segue em direção ao homem, ele sabe que Sarah quer vê-lo e antes dela chegar numa área onde sua face fosse visível, ele apenas faz um simbolo com a mão para Sarah parar.

Sarah entende o sinal e para, ela com uma voz doce e inocente fala:

– Olá! Quem é você? O que faz no meu quarto?

O silencio reina por um tempo, Sarah indaga:

– Vamos! Fale comigo! Se não vou chamar os meus pais! Quem é você? O que faz no meu quarto?

O silêncio continua reinando. Ela pensa em gritar:

– Paaaaa.....

– Shiiii. - Faz com um dedo da frente da boca o homem nas sombras.

Então me responda! – Fala Sarah com uma voz seria.

– Minha criança, suas perguntas não irei responder, não é a hora ainda. – Indaga o homem com uma voz rouca, fraca quase inexistente, talvez ela não fosse escutada se um trovão aparecesse na hora.

– Então, por que está nas sombras? – pergunta Sarah.

– É onde eu vivo. – diz o homem.

– Deve ser solitário ai... – Fala Sarah sentindo pena do homem.

– Você não tem medo... – Ele é interrompido por um trovão violento.

– O que? - Diz Sarah.

– Você não tem medo de mim? – Repete o homem agora terminando a pergunta.

– Porque eu teria?– Fala Sarah apertando contra seu peito seu ursinho.

– Porque eu sou um pesadelo... – Fala o Homem.

– Pesadelo? Você é só uma pessoa com problemas, me diga o que aconteceu, Eu sempre ajudo meus amigos! Aliás! Quer ser meu amigo? É... Que eu não tenho muitos... – Diz a criança com um final receoso em seu tom de voz.

O homem rir um pouco e Sarah consegue distinguir um sorriso em seu rosto. Ele a responde:

– Eu adoraria ser seu amigo, mas... Eu não vou ficar aqui muito tempo.

– Por favor fique, me diga seu nome pelo menos... – Pede a doce menina

– Meu nome? Acho que não tem mais problema certo? – Disse o Homem. – Eu já tive muitos nomes, todos em épocas diferentes, mas talvez o que você me conheça é Bicho Papão!

A Doce menina aperta mais forte seu ursinho contra si, seu corpo treme, o homem... Ops o Bicho Papão vai em direção a ela, revelando em meio aos relâmpagos sua face deformada, seu corpo necrosado e fala:

– Por isso minha criança eu não disse meu nome, não disse o motivo de estar aqui, meu nome você já sabe, agora o motivo de estar aqui é simples, eu me alimento do medo... Você agora é uma refeição completa.

Ele caminha em direção a Sarah, um vulto preto cai sobre ela e a única tentativa de gritar de Sarah é abafado por um trovão assombroso. No dia seguinte foi apenas encontrado um bilhete preso no braço do ursinho da jovem:

" Não tenha medo do escondido na escuridão, tenha medo se aquilo sair de lá para ir a luz, é nesse momento que eles querem te pegar."


Enviado por: Thayna Pantrigoo

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

17:19

O Colecionador de Crianças

Pablo era um desenhista amador que queria se especializar em desenhos realistas.

Ele treinava dia e noite tentando chegar a perfeição em suas obras, e nunca achava que estava tendo resultados satisfatórios.

Procurou um curso de artes plásticas para se especializar e apesar de seus professores elogiarem suas obras ele não se dava por satisfeito.

Quando um de seus professores certa vez foi avaliar sua obra e mesmo dando dicas para Pablo aprovou sua obra o jovem artista se sentindo ofendido rasgou seu quadro na frente do professor que esbravejou.

-Pablo você quer mesmo ser um artista tem que ter paciência para tal meta.

O jovem ainda não aprovando o conselho do seu professor lhe respondeu.

-Se eu quero ser um artista? Venderia minha alma ao diabo para conseguir me tornar um artista renomado.

Pablo recolheu seus matérias e foi embora para sua casa onde logo na chegada ajeitou tudo para treinar.

Ele começou a treinar a desenhar o seu próprio rosto no espelho, fez várias vezes seu rosto para chegar a perfeição e se irritava a cada trabalho que não ficava satisfeito.

Foi varando a madrugada nesta penitência o sono vinha sobre ele mas ele havia até colocado uma garrafa de café ao seu lado, no silêncio da madrugada Pablo ouviu uma voz dizendo claramente

-Eu posso lhe dar o que você quer.

O rapaz coçou os olhos balançou a cabeça e pensou estar variando cm o sono.

-Meu Deus será que estou ouvindo coisas.

E voltou a olhar no espelho para continuar seu desenho mais em seu reflexo agora seus olhos estavam vermelhos como sangue, e seu rosto parecia sujo como uma feição horrível e satânica, Pablo da um pulo para trás cm o susto e derruba o espelho no chão, mas a voz não cessou por aí.



-Vou te conceder o talento que você quer ninguém jamais será tão bom quanto você enquanto estiver vivo.

O Jovem estava com respiração ofegante e apavorado, mas queria saber o que e a troco de que, isso estava acontecendo.

-Quem é que está falando, como pode dizer algo sobre talento- A isso a voz lhe respondeu.

-Você disse algo que me interessou hoje é estou disposto a aceitar a sua oferta, vou te tornar o melhor artista que este país já viu, em troca você me dá o que prometeu.

Pablo se lembrou do que havia blasfemado de manhã e ficou perplexo.

Quem é você?

-Me chamam de vários nomes mas você pode me chamar de Belzebu, aceita e vou torna lo muito rico e famoso por suas artes.

O jovem temeroso mas ele queria ser famoso queria suas obras conhecidas mundialmente então.

-Eu aceito sua proposta, quero me tornar muito rico e famoso com o meu trabalho.

-Então que assim seja- No momento exato que a voz diz isso o jovem pode ver a criatura nitidamente antes de ela ir embora tinha um corpo humano mas a cabeça era de um bode preto com olhos cor de sangue, e por um breve momento o jovem desmaia.

Quando amanhece Pablo sai de sua casa a caminho do curso vê uma menininha sentada em uma escada próximo a um ponto de ônibus.

Então começa a desenha lá sua obra sai perfeita em questão de meia hora um trabalho que levaria horas, Ele agora sim estava feliz.

Chegando ao seu curso de artes plásticas o rapaz fez uma aula normal de desenho realista aproveitou para fazer um retrato de seu próprio professor havia ficado perfeito novamente.

O professor avalia seu alto retrato e lhe dá a nota máxima.

- Perfeito rapaz suas horas de treinamento estão dando frutos.

E ao voltar a sua casa ele vê uma multidão próximo a calçada a mesma que ele estava desenhando a garotinha no balanço tinha uma poça de sangue no lugar viu pessoas chorando e perguntou o que tinha acontecido.

- Um maldito bêbado subiu a calçada com seu carro e matou uma garotinha.

Ele mostra seu quadro ao homem e pergunta novamente.

-Era está a menina?

O homem responde afirmativamente, e elogia a perfeição de seu quadro.

-Ela ficou linda aí parece um anjo.

Pablo se entristeceu e decidiu colocar o quadro em sua parede da sala, o jovem decidiu caminhar novamente e como todo artista jamais saia sem seu bloco olhando as crianças de um parque começou a desenhar um casal de irmãos gêmeos.
Pablo se sentou em um banco do parque desenhou os gêmeos ele queria apenas um rascunho mas ficou perfeitamente acabado.

Depois fez mais outro de um garoto batendo bola e foi para a sua casa.

Deixou os desenhos sobre sua mesa, e foi dormir um pouco.

Quando o dia seguinte amanheceu ele foi a aula na escola de artes ficou sabendo que seu instrutor não poderia comparecer porquê tinha sofrido um acidente de carro e estava hospitalizado.

Quando chegou em casa pra ver o jornal e aproveitar um pouco o dia sem fazer nada até porque sabia que seu pacto nunca perderia a validade então não precisaria mais treinar nada para ser bom.

No jornal começaram a falar de um caso que irmãos gêmeos tinham sido violentado por um vizinho e seus corpos cortados em pedaços, o assassino havia sido preso, tentando sumir com os corpos.

Pablo olha para foto dos gêmeos que estava na TV ele se lembra pega o desenho e não acredita são os meninos que ele havia desenhado no parque.

-Não pode ser deve mesmo ser coincidência mas......... A garota, O meu professor, os gêmeos meu deus se for verdade ainda tem mais alguém depois do pacto, O menino que batia bola no parque, Ele deve morar perto daqui.

Pablo mesmo sem ter certeza de onde o garoto do seu último quadro morava saiu andando rapidamente pelas ruas de seu bairro e também passou pelo parque mas nada de ver o garoto novamente, enquanto voltava um caminhão do corpo de bombeiros passou ao seu lado com os giro flex e as sirenes ligadas, o rapaz já sentiu que teria sim algo a ver com o garoto e correu pela calçada atrás do caminhão.

Quando chegou ao destino os bombeiros já estavam em resgate e,uma mulher gritava desesperada pelo filho que os socorristas já tiravam coberto de dentro da casa em chamas.

O fogo foi controlado e tudo se acalmou quando a mãe do garoto foi tirada de lá com o corpo do menino, Pablo sentado do outro lado da calçada assistia a tudo perplexo se culpando só podiam ser seus malditos quadros, cada pessoa que ele desenhou faleceu exceto seu professor.

O rapaz voltou para seu apartamento fixou seu novo espelho na sala, e em seu mente dizia a si mesmo.

-Você vai ter que voltar a falar comigo maldito, minha alma era sua em troca de fama e dinheiro porque essas crianças tiveram que morrer.

Pablo esperou por uma noite inteira até o cair da madrugada e nada aconteceu caiu no sono perdeu quase um dia inteiro novamente, nem havia comido nada e sozinho dizia em voz alta.

- Você vai aparecer BELZEBU maldito se não voltar a falar comigo jamais farei outro quadro.

E novamente esperou parado sentado à noite inteira e naquela noite com a chegada da madrugada as 03:13h  ele voltou a ouvir a voz.


-Você, você é um fraco concedi tudo que queria e agora fica chorando suas lamurias.

O rapaz petrificado de medo mas o arrependimento pelo que havia causado lhe deu coragem de falar com o ser novamente.

-Porque as mortes das crianças, a cada obra que faço de uma delas era o que mais gostava da inocência delas de retratar sua pureza, você transformou isso, nosso trato em uma maldição.

- Você se tornou meu produtor meu colecionador de crianças também amo a pureza delas por isso a cada uma que fez levei suas almas comigo, e elas estão aqui te esperando, meu artista até chegar o dia que virei cobrar meu preço.

O rapaz irado e desesperado quebra o espelho no chão agarra um de seus maiores cacos e aperta com ódio até sua mão sangrar e grita para o demônio ouvir.

-O pagamento de sua maldição será agora nunca mais entregaria nenhum inocente para 
você.

Pablo enfia o caco de espelho em seu próprio pescoço e se mata.

Quando se deram conta de sua falta foi mandando a polícia em sua casa, onde encontraram o seu corpo.

Dizem que os desenhos de Pablo viraram quadros.

Que pela grande beleza foram comprados por pessoas de grande poder aquisitivo, mas os relatos que onde os quadros de Pablo eram pendurados era possível ouvir as crianças chorando.

Enviado por: Thayna Pantrigoo
15:20

A Casa sem fim

Deixe-me começar avisando que Peter Terry era viciado em heroína.
Éramos amigos na faculdade, e continuamos depois de eu me formar. Perceba que eu disse "eu". Ele saiu após 2 anos mal tentando. Depois que me mudei da república para um pequeno apartamento, não vi Peter com frequência. Nós conversamos online desde aquela época (AIM era foda em anos pré-Facebook). Houve um período em que ele não ficou online por 5 semanas seguidas. Eu não me preocupei. Ele era viciado em drogas e um notório cabeça-de-vento, então eu presumi que ele apenas cansou da internet. Então em uma noite eu o vi online. Antes que eu pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem:
"David, cara, precisamos conversar."
Foi aí que ele me disse sobre a Casa Sem Fim.




 Ela ganhou esse nome porque ninguém nunca conseguiu chegar ao seu final. As regras são simples e clichês: chegue à última sala da construção e ganhe $500. São nove salas ao todo. A casa se localiza fora da cidade, mais ou menos 6km da minha casa. Aparentemente Peter tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e em sabe lá mais o que então imaginei que as drogas já tinham levado seu melhor e ele se mijou todo com um fantasma de papel, ou algo do tipo. Ele me disse que era demais para qualquer um. Não era natural.
Eu não acreditei nele. Eu disse a ele que iria checar por mim mesmo na noite seguinte, que não importava o quanto ele estava tentando me convencer do contrário, pois $500 parecia bom demais para ser verdade. Eu precisava ir. Na noite seguinte, fui até lá.
Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria dar medo, mas por algum motivo te arrepiou a espinha? Eu andei em direção à casa e a sensação de desconforto só aumentou quando abri a porta da frente.
Meu coração desacelerou e eu dei um pequeno suspiro de alívio quando entrei. A entrada parecia um saguão de hotel decorada para o Halloween. Um bilhete foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Ele dizia, "Sala 1 por aqui. Mais 8 além desse. Chegue até o final e você vence!". Soltei uma risada e fui para a primeira porta.
A primeira área era quase risível. A decoração lembrava um Halloween de um mercado, com uns fantasminhas de lençol de merda e zumbis robotizados que davam um rugido mal feito assim que você passa. No final havia uma saída; era a única porta além da que eu entrei. Afastei as teias de aranha falsas e fui para a segunda sala.
Fui cumprimentado com uma névoa assim que abri a porta para a sala 2. Nesse quarto definitivamente o orçamento foi mais alto em termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de névoa, mas um morcego se dependurou do teto e voou em círculos. Eles pareciam ter uma trilha sonora de Halloween que poderia ser encontrada em uma loja de $1,99 em algum lugar do quarto. Eu não vi o aparelho de som, mas acredito que eles tenham usado um sistema de PA. Eu desviei de alguns ratos de brinquedo que corriam por aí e andei com o peito inflado para a próxima área.
Coloquei a mão na maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir aquela porta. Um sentimento de terror bateu tão forte em mim que eu mal podia pensar. A lógica voltou a mim após alguns segundos, e eu entrei na próxima sala.
Sala 3 foi onde as coisas começaram a mudar.
À primeira vista, parecia uma sala normal. Havia uma cadeira no meio do chão de madeira. Uma pequena lâmpada no canto fazia um péssimo trabalho iluminando a área, e projetava algumas sombras pelo chão e paredes. Esse era o problema. Sombras. No plural. Além da sombra da cadeira, havia outras. Eu mal entrei na sala e já estava aterrorizado. Foi nesse momento que percebi que algo não estava certo. Eu não estava nem pensando quando automaticamente tentei abrir a porta de onde eu vim. Estava trancada pelo outro lado.
Isso me desconsertou. Alguém estava fechando as portas conforme eu andava? Não tinha como. Eu teria o ouvido. Uma tranca que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava com muito medo para pensar com clareza. Me virei novamente para a sala e a sombras se foram. A da cadeira continuava, mas as outras se foram. Comecei a andar devagar. Eu tive algumas alucinações quando criança, então presumi que as sombras eram fruto de minha imaginação. Comecei a me sentir melhor conforme passava pela metade da sala. Olhei para baixo enquanto andava e foi aí que eu vi.
Ou não vi. Minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me joguei sem pensar na próxima sala.
A sala número 4 provavelmente era a mais perturbadora. Quando fechei a porta, parece que toda a luz foi sugada pela sala anterior. Fiquei parado lá, totalmente encoberto pela escuridão, e não podia me mover. Eu não tenho medo de escuro, nem nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão havia me deixado. Coloquei minha mão em frente ao meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de dizer. Escuridão não explica isso. Eu não conseguia ouvir nada. Era um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, você ainda consegue se ouvir respirando. Você consegue ouvir você mesmo estando vivo.
Eu não conseguia. Eu comecei a tremer após alguns momentos, minha pulsação acelerada era a única coisa que eu conseguia sentir. Não conseguia ver a porta. Eu não tinha certeza nem se havia alguma, nessa altura do campeonato. O silêncio foi quebrado por um zumbido.
Eu senti algo atrás de mim. Eu me virei rapidamente, mas eu mal conseguia ver meu nariz. Eu sabia que aquilo estava lá, mesmo assim. Apesar da escuridão, eu sabia que algo estava lá. O zumbido começou a ficar mais alto, mais perto. Parecia estar em volta de mim, mas eu sabia que sabe lá o que estivesse causando o zumbido estava na minha frente, uma polegada de distância. Eu dei um passo para trás;nunca senti esse tipo de medo. Eu não posso descrever medo de verdade. Eu não estava com medo de morrer; eu estava com medo da alternativa. Eu estava com medo do que essa coisa guardava para mim. Então as luzes piscaram por um segundo e eu vi.
Nada. Eu não vi nada e eu sei que não vi nada ali. A sala estava de novo mergulhada na escuridão e agora o zumbido era um guincho estridente. Eu gritei em protesto; não aguentaria ouvir esse som por mais um minuto. Corri para trás, fugindo do barulho e bati na maçaneta da porta. Eu me virei e caí na sala 5.
Antes que eu descreva a sala 5, você precisa entender uma coisa, eu não sou viciado em drogas. Eu não tenho histórico de usar drogas nem nenhum tipo de psicose além das minhas alucinações quando criança, que eu mencionei mais cedo, e essas foram apenas quando eu estava muito cansado ou acordando. Eu entrei na Casa Sem Fim com a cabeça limpa.
Depois de cair da sala anterior, minha visão da sala 5 foi de costas, olhando para o teto. O que eu vi não me deu medo, apenas me surpreendeu. Árvores haviam crescido nessa sala e elevavam-se acima de minha cabeça. O teto nessa sala era mais alto do que os outros, o que me fez imaginar que eu estava no centro da casa. Eu levantei do chão, limpei a poeira e olhei em volta. Era com certeza a maior sala de todas. Eu não conseguia nem ver a porta de onde eu estava; varias plantas e árvores devem ter bloqueado minha visão da saída.
Nesse ponto eu imaginava que as salas se tornavam cada vez mais assustadoras, mas essa era um paraíso se comparada com a última sala. Eu também presumi que seja lá o que estivesse na sala 4, ficou por lá. Eu estava incrivelmente errado.
Quando comecei a adentrar na sala, eu comecei a ouvir o que eu ouviria se estivesse em uma floresta; sons de insetos e, as vezes, de pássaros voando pareciam ser minha única companhia nessa sala. Era isso que mais me incomodava. Eu ouvia os insetos e outros animais, mas não vi nenhum deles. Comecei a pensar em quão grande essa casa era. Olhando do lado de fora quando cheguei aqui, parecia uma casa normal. Com certeza eu estava na maior parte, mas havia quase uma floresta inteira aqui. As copas das árvores cobriram minha vista do teto, mas eu assumi que ele ainda estava ali, não importando quão alto era. Eu não conseguia ver nenhuma parede, por sinal. A única coisa que me fazia ver que eu ainda estava em casa era o chão, que combinava com as outras salas: um piso de madeira escuro.
Continuei andando, rezando para que a próxima árvore que eu passasse relevasse a próxima porta. Após um tempo de caminhada, senti um mosquito passando pelo meu braço. O sacudi e continuei andando. Um segundo depois, senti cerca de 10 mais pousarem em minha pele em locais diferentes. Eu os sentia andar pra cima e para baixo em meus braços e pernas, e alguns passavam pelo meu rosto. Eu me debati para me livrar deles, mas eles continuavam lá. Eu olhei pra baixo e deixei sair um grito abafado - mais um gemido, para ser honesto. Eu não vi nenhum inseto. Não havia nenhum inseto em mim, mas eu conseguia sentir eles rastejando. Eu ouvi eles voarem perto do meu rosto e picarem minha pele, mas não consegui ver nenhum. Me joguei no chão e comecei a rolar desesperadamente. Eu estava desesperado. Eu sempre odiei insetos, principalmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas esses insetos conseguiam me tocar e eles estavam em todos os lugares.
Comecei a me rastejar. Eu não fazia ideia de onde estava indo; a entrada não estava em lugar nenhum em minha linha de visão e eu ainda não havia achado a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele coçando com a presença desses insetos fantasmas. Após o que me pareceu horas, eu achei a porta. Eu me apoiei na árvore mais porta e levantei, insanamente batendo em meus braços e pernas, sem resultado. Eu tentei correr, mas não consegui; meu corpo estava exausto de me rastejar e tentar lidar com sei lá o que estava em mim. Dei mais uns passos em direção à porta, me apoiando em todas as árvores no caminho.
Eu estava apenas a alguns metros quando eu ouvi. O zumbido de antes. Estava vindo da próxima sala, e estava mais profundo. Eu podia senti-lo quase dentro de meu corpo, como quando você fica perto de um amplificador em um show. A sensação dos insetos em mim foi passando conforme o zumbido ficava mais alto. Quando botei minhas mãos na maçaneta os insetos já haviam ido embora completamente, mas eu não conseguia girá-la. Eu sabia que eu retornasse, os insetos voltariam, e não havia como voltar para a sala 4. Apenas fiquei ali parado, com a cabeça encostada na porta com um 6 marcado, e as mãos tremendo na maçaneta. O zumbido estava tão alto que eu não conseguia ouvir nem meus pensamentos. Eu não podia fazer nada além de seguir. Sala 6 era a próxima, e sala 6 era o inferno.

Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zumbindo. O zumbido estava me envolvendo. Assim que a porta fechou, o som se foi. Eu abri meus olhos e me surpreendi quando a porta que eu havia fechado, desapareceu. Era apenar a parede agora. Eu olhem em volta em estado de choque. A sala era igual à sala 3 - mesma cadeira e lâmpada - mas com o número certo de sombras desta vez. Na verdade, a única diferença é que não havia porta de saída e a porta que eu vim desapareceu. Como eu disse antes, eu nunca tive nenhum tipo de instabilidade mental, mas nesse momento eu estou no que sei ser insanidade. Eu não gritei. Não fiz um som.
Primeiro eu arranhei levemente. A parede estava lá, mas eu sabia que a porta estava em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Eu arranhei aonde a maçaneta ficava. Eu comecei a enfiar as unhas na parede freneticamente com as duas mãos, minhas unhas cortadas até a pele contra a madeira. Eu caí sobre meus joelhos, o único som na sala eram meus incessantes arranhões na parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava. Se eu ao menos pudesse passar por essa parede -
"Você está bem?"
Saltei do chão e me girei rapidamente. Me encostei na parede atrás de mim e vi o que falou comigo; até hoje me arrependo de ter virado.
Era uma garotinha. Ela vestia um vestido leve a branco que ia até seus tornozelos. Ela tinha um longo cabelo loiro que ia até o meio de suas costas, pele branca e olhos azuis. Foi a coisa mais horrorizante que já vi em minha vida, e eu sei que nada na minha vida vai me dar mais medo do que eu vi nela. Enquanto eu olhava para a garota, eu via outra coisa. Onde ela estava eu vi o que parecia o corpo de um homem, maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça aos pés, mas sua cabeça não era humana e seus pés eram cascos. Não era o demônio, mas no momento poderia muito bem ter sido. A coisa tinha a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo.
Era horrível e estava no mesmo lugar que a garotinha na minha frente. Eles eram a mesma coisa. Eu não consigo descrever direito, mas eu os via ao mesmo tempo. Eles ocupavam o mesmo lugar na sala, mas era como se eu estivesse vendo em duas dimensões diferentes. Quando eu via a garota eu via a coisa, e quando eu via a coisa eu via a garota. Eu não conseguia falar. Mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu estava tentando processar. Eu já senti medo antes em minha vida e eu nunca senti tanto medo como quando fiquei preso na sala 4, mas isso foi antes da sala 6. Eu estava preso aqui com aquilo. E aquilo falou novamente.
"David, você deveria ter ouvido."
Quando a coisa fala, eu ouço as palavras da garotinha, mas a outra forma fala em minha mente em um tom que eu não consigo descrever. Não havia nenhum outro som. A voz continuava repetindo a frase mais e mais em minha cabeça, e eu concordei. Eu não sei o que fazer. Eu estava mergulhando na loucura, mas ainda assim não conseguia tirar os olhos do que estava em minha frente. Eu caí no chão. Achei que tivesse desmaiado, mas a sala não me permitiria isso. Eu apenas queria que isso acabasse. Eu estava de lado, meus olhos bem abertos e a coisa olhando para mim. Correndo pelo chão na minha frente, um dos ratinhos de brinquedo da sala número 2.
A casa estava brincando comigo. Mas, por alguma razão, ver aquele rato fez minha mente voltar de seja lá aonde estava, e eu olhei em volta. Eu iria sair dali. Eu estava determinado a sair vivo daquela casa e nunca mais sequer pensar sobre esse lugar. Eu sabia que essa sala era o inferno e eu não estava pronto para torná-la minha residência. Primeiro, foram apenas meus olhos que se moveram. Procurei nas paredes por qualquer tipo de abertura. A sala não era tão grande, então não demorou muito para que eu procurasse por ela toda. O demônio continuava me provocando, a voz cada vez mais alta e a coisa se mantinha parada no mesmo lugar. Coloquei minha mão no chão e me levantei, e comecei a examinar a parede atrás de mim.
Então eu vi algo que não podia acreditar. A coisa estava agora bem em minhas costas, sussurrando em minha mente o que eu não deveria ter feito. Senti sua respiração em minha nuca, mas me recusei a virar. Um retângulo estava riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. Bem em frente aos meus olhos eu vi o número 7 que eu sem querer escavei na parede. Eu sabia o que era: sala 7 estava atrás da parede aonde sala 5 estava momentos atrás.
Não sei como fiz isso - talvez fosse só meu estado mental no momento - mas eu criei a porta. Eu sei que criei. Em minha loucura, eu arranhei a parede formando o que eu mais precisava: uma saída para a próxima sala. Sala 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava atrás de mim, mas por algum motivo ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. Eu empurrei. Eu empurrei o mais forte que pude. O demônio agora estava gritando em meus ouvidos. Ele me dizia que eu nunca sairia. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer; eu iria viver com ele na sala 6. Não, eu não ia. Eu empurrei e gritei com todas as minhas forças. Eu sabia que uma hora ou outra eu iria empurrar a parede.
Fechei meus olhos e gritei, e o demônio havia ido embora. Fui deixado no silêncio. Me virei de vagar e fui recebido pela sala do jeito que estava quando eu entrei: apenas uma cadeira e uma lâmpada. Não pude acreditar, mas não tive tempo para pensar. Me virei para o 7 e pulei para trás. O que vi foi uma porta. Não a que eu havia arranhado, mas uma porta normal com grande 7 nela. Meu corpo inteiro estava tremendo. Demorei um tempo para girar a maçaneta. Apenas fiquei por ali por uns momentos, encarando a porta. Eu não podia ficar na sala 6. Devo ter ficado mais ou menos 1h, apenas encarando o 7. Finalmente, respirando fundo, girei a maçaneta e abri a porta para a sala 7.
Cambaleei pela porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim fechou e eu percebi aonde estava. Eu estava lá fora. Não lá fora como a sala 5, realmente fora. Meus olhos ardiam. Eu quis chorar. Caí de joelhos e tentei, mas não consegui. Finalmente estava fora daquele inferno. Não liguei nem para o prêmio que prometeram. Olhei para trás e vi que a porta que passei era a da entrada. Andei até meu carro e dirigi para casa, pensando em como um banho cairia bem agora.
Assim que cheguei em minha casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim havia passado, e um medo crescia em meu estômago. Deixei isso de lado, como apenas um resíduo daquela casa e andei até a porta da frente. Entrei e imediatamente fui ao meu quarto. Em minha cama estava emu gato, Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que vi a noite toda e me aproximei para fazer carinho. Ele ficou arisco e arranhou minha mão. "Tanto faz, ele está meio velho", pensei. Pulei no chuveiro e me preparei pare o que eu esperava ser uma noite sem dormir.
Após meu banho, fui para a cozinha fazer algo parar a comer. Desci as escadas e fui para a sala; o que eu vi queimaria em minha mente para sempre. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos em sangue. Eles estavam mutilados ao ponto de estarem quase impossíveis de identificar. Seus membros foram removidos e colocados do lado de seus corpos, e suas cabeças estavam em seus peitos, me encarando. A pior parte eram suas expressões. Eles estavam sorrindo como se estivessem felizes em me ver. Eu vomitei e solucei ali mesmo. Eu não sabia o que havia acontecido; eles não moravam comigo atualmente. Eu estava na merda, Então eu vi: uma porta que nunca esteve lá. Uma porta com um grande 8 desenhado em sangue.
Eu ainda estava na casa. Eu estava na sala de casa mas eu estava na sala 7. Os rostos de meus pais sorriram mais quando eu percebi isso. Não eram meus pais; não podiam ser, mas se pareciam muito com eles. A porta com o 8 marcado estava do outro lado da sala, atrás dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que teria que seguir em frente, mas nesse momento eu desisti. Os rostos sorridentes dilaceravam minha mente; eles me encaravam aonde eu estivesse. Vomitei de novo e quase entrei em colapso. Então o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, por toda a casa e fazendo as paredes tremerem. O zumbido me fez andar.
Comecei a andar devagar, caminhando mais perto da porta e dos corpos. Eu mal conseguia me manter de pé, quem dirá andar, e quanto mais perto chegava de meus pais, mais perto chegava do suicídio. As paredes agora tremiam tanto que parecia que iriam cair, mas os rostos ainda sorriam para mim. Conforme ia chegando perto, os olhos me seguiam. Eu estava agora entre 2 corpos, muito perto da porta. As mãos desmembradas se rastejaram para minha direção, enquanto os rostos continuavam e me encarar. Um novo terror me consumiu e comecei a andar mais rápido. Eles começaram a abrir suas bocas e as mãos estavam a centímetros de meus pés. Em um ato desesperado, eu me joguei na porta, a abri e a bati atrás de mim. Sala 8.
Eu estava acabado. Após o que eu acabei de experimentar, eu sabia que não haveria mais nada nessa porra de casa que eu não poderia passar. Não haveria nada além do fogo do inferno que eu não estivesse preparado. Infelizmente, eu subestimei as habilidades da Casa sem Fim. Infelizmente, as coisas se tornaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais inexplicáveis na sala 8.
Eu ainda não consigo acreditar no que vi na sala 8. Novamente, a sala era uma cópia das salas 4 e 6; mas sentado na cadeira que costuma estar vazia, tinha um homem. Após ficar incrédulo por alguns segundos, minha mente finalmente resolveu aceitar o fato de que o homem sentado na cadeira era eu. Não alguém parecido comigo; era David Williams. Cheguei mais perto. Tinha que olhar melhor, mesmo tendo certeza do que era. Ele olhou para mim e eu percebi lágrimas em seus olhos.
"Por favor...por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."
"O que?" Eu perguntei. "Quem é você? Não vou te machucar"
"Sim, você vai..." Ele estava tremendo agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso."
Ele sentou na cadeira com as pernas pra cima, e começou a se balançar para frente e para trás. Na verdade, era algo bem patético, especialmente porque ele era eu mesmo, idêntico de todas as maneiras possíveis.
"Me escute, quem é você?" Eu estava agora a poucos pés do meu Doppelganger. Essa foi a experiencia mais estranha até agora, estar ali falando comigo mesmo. Eu não sentia medo, mas eu iria sentir logo. "Por que você-"
"Você vai me machucar você vai me machucar se quiser sair você vai precisar me machucar."
"Por que você está dizendo isso? Só relaxe, ok? Vamos tentar resolver-" E então, eu vi. O David sentado vestia as mesmas roupas que eu, exceto por um pequeno bordado em sua blusa, com o número 9.
"Você vai me machucar, você vai me machucar, por favor não faça isso, você vai me machucar..."
Meus olhos não conseguiam desviar do pequeno número em seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas eram planas e simples, mas depois de um tempo elas foram se tornando mais ambíguas. Porta 7 estava na parede, mas eu mesma a fiz. 8 estava marcada em sangue atrás dos corpos de meus pais. Mas nove - este número estava em uma pessoa, uma pessoa viva. Pior ainda, uma pessoa idêntica à mim.
"David?"Eu tive que perguntar.
"Sim...você vai me machucar você vai me machucar..." Ele continuava soluçando e balançando. Ele respondeu como David. Ele era eu mesmo [----]. Além daquele 9. Eu fiquei estático por alguns minutos, enquanto ele tremia em sua cadeira. Não havia porta na sala, assim como a sala 6, e a porta que eu vim havia sumido. Por algum motivo, eu imaginei que arranhar as paredes não iriam me ajudar muito nisso. Examinei as paredes e o chão em volta da cabeça, esticando minha cabeça para ver se não existia nada mais ali. Infelizmente, existia. Embaixo da cadeira, havia uma faca. Junto com ela, um bilhete em que se lia, "Para David - da Gerência."
O que senti em meu estômago enquanto lia o bilhete foi algo sinistro. Eu queria desistir e a última coisa que eu queria era tirar aquela faca debaixo daquela cadeira. O outro David ainda estava soluçando incontrolavelmente. Minha mente estava girando em um monte de perguntas sem resposta. Quem botou aquilo ali, como sabe meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão e também estava sentado na cadeira implorando para que eu mesmo não me machucasse. Era coisa demais para minha cabeça processar. A casa e seus donos estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por algum motivo, foram para Peter, se ele foi tão longe assim. Se ele foi, se ele conheceu um Peter Terry implorando nesta mesma cadeira, balançando-se para frente e para trás...Tirei esses pensamentos de minha cabeça, eles não importam. Tirei a faca de baixo da cadeira, e imediatamente o outro David ficou quieto.
"David" Ele disse em minha voz, "O que você pensa que vai fazer?"
Me levantei do chão e apertei a faca em minha mão.
"Vou sair daqui."
David ainda estava sentado na cadeira, mas ele estava muito calmo agora. Ele olho para mim com um sorriso fraco. Eu não saberia dizer se ele iria rir ou me estrangular. Vagarosamente, ele levantou da cadeira e ficou de pé, me encarando. Era estranho. Sua altura e até sua postura eram iguais à mim. Eu senti o cabo de borracha da faca em minha mão, e a apertei mais forte. Eu não sabia o que eu iria fazer com ela, mas eu sabia que eu precisava dela.
"Agora", sua vez era um pouco mais profunda que a minha . "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e vou te manter aqui." Eu não respondi. Apenas ataquei o e o manti no chão. Montei nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim, aterrorizado. Era como se eu estivesse olhando em um espelho. Então o zumbido voltou, baixo e distante, apesar de que eu ainda o sentia em meu corpo. David olhou para mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido aumentou e seu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, enfiei a faca na marca em seu peito e a rasguei. A escuridão encheu o quarto, e eu estava caindo.
A escuridão em volta de mim não era nada que eu havia experimentado até então. Sala 4 era escura, mas não chegava nem perto dessa, que me engolia. Depois de um tempo, eu não tinha nem certeza se estava caindo. Me sentia totalmente sem peso, coberto pela escuridão. Então uma profunda tristeza bateu em mim. Me senti perdido, depressivo, suicida. A visão dos meus pais entrou em minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu havia visto, e minha mente estava com problemas para distinguir o que era real do que não era. A tristeza apenas aumentou. Eu estava na sala 9 pelo que pareciam ser dias. A última sala. E era exatamente isso que era: o fim. A Casa sem Fim tinha um final, e eu cheguei nele. Nesse momento, eu desisti. Eu sabia que eu iria ficar nesse estado de limbo para sempre, acompanhado apenas pela escuridão. Nem mesmo o zumbido estava lá para me manter são.
Eu perdi todos os sentidos. Eu não conseguia sentir nem a mim mesmo. Não conseguia ouvir nada. Visão era algo completamente inútil aqui. Procurei por algum gosto em minha boca, mas não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Era o inferno. Sala 9 era o inferno. Então aconteceu. Uma luz. Uma daquelas luzes clichês no fim do túnel. Então senti o chão vir até mim e eu estava de pé. Após um momento ou dois reunindo meus pensamentos e sentidos, andei devagar para a luz.
Conforme eu me aproximava da luz, ela tomava uma forma. Vinha da fenda de uma porta que não tinha nenhuma marca. Passando pela porta, me encontrei aonde eu comecei: o saguão da Casa sem Fim. Estava exatamente como eu deixei: vazia e decorada com decorações infantis de Halloween. Após tudo o que aconteceu essa noite, eu ainda estava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, olhei em volta para ver se via algo de diferente. Na mesa estava um envelope com meu nome escrito à mão nele. Imensamente curioso, mas ainda com medo, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro havia uma carta, também escrita à mão.
David Williams,
Parabéns! Você chegou ao final da Casa sem Fim! Por favor aceite este prêmio como um símbolo de sua grande conquista.
De sua eterna,
Gerência.
Junto com a carta haviam 5 notas de $100.
Não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareciam ser horas. Eu ri até meu carro e ri no caminho de casa. Eu ri estacionando o carro. Ri quando abri a porta da frente e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.



Enviado por: Kauan Romeu


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